A Última Cidade de Marte (I Sing the Body Electric! 2/2)
Diz-se muitas vezes que Ray Bradbury é o maior escritor de ficção-científica. Mas não é. Ray Bradbury não é, sequer, um escritor de...
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Diz-se muitas vezes que Ray Bradbury é o maior escritor de ficção-científica. Mas não é. Ray Bradbury não é, sequer, um escritor de ficção-científica. Pode ser que tal afirmação pese a muitos dos seus admiradores. No entanto, essa é a verdade.
Ray Bradbury é um poeta. O facto de ele escrever em prosa a maior parta das suas obras, é apenas um pormenor sem importância. Ray Bradbury é um poeta. E um filósofo. Um filósofo de cuja grandeza só os amantes da ficção-científica podem hoje aperceber-se. Um filósofo que não se server de teorias obstrusas, mas sim de parábolas - como os grandes filósofos de outrora - para dar uma ideia das novas dimensões que se abrem para o homem. Das dimensões que o progresso tecnológico lhe traz e que o homem mal consegue avaliar.
Por isso, quando o Autor fala de Marte, não se trata necessariamente deste planeta do sistema solar.
No campo da imaginação, o ambiente de aventura e especulação científica pode situar-se em qualquer outro mundo de uma muito mais distante galáxia.
Ao preferir-se a designação marciana, apenas se pretendeu aproximar, no Espaço, a acção temática - decerto porque esse planeta se nos torna mais familiar na vastidão cósmica a que o olhar humano tem acesso.
Para além da dissecação da Ciência exacta - em perpétua evolução, consoante o homem vai progredindo na investigação técnica - deve prevalecer a manifestação criadora, o génio inventivo, a divagação poética.
Ray Bradbury é o poeta. Ray Bradbury é o filósofo. Do futuro presente. Do futuro futuro. Do "hoje" que está a ser, mas ninguém quer ver. Do "amanhã" que vem aí, mas ninguém vê. O poeta-filósofo que criou "The Martian Chronicles - (O Mundo Marciano, nº6 da Colecção Argonauta), um poeta-filósofo para quem a ficção-científica não é um fim, mas um meio. Um poeta-filósofo para quem Marte é um símbolo. As Vozes de Marte, nº254 da Colecção Argonauta.
Assim, Livros do Brasil orgulham-se de apresentar mais uma obra do magistral Autor: A ÚLTIMA CIDADE DE MARTE.
Contos:
1 - Eu Canto o Corpo Eléctrico
2 - O Dia dos Túmulos
3 - Todos os Amigos de Nicholas Nickleby são Meus Amigos
4 - Forte
5 - O Homem com a Camisa Rorschach
6 - Henrique o Nono
7 - A Última Cidade de Marte
8 - Cristo Apolo
- Format:Mass Market Paperback
- Pages:198 pages
- Publication:1979
- Publisher:Livros do Brasil
- Edition:Colecção Argonauta, #260
- Language:por
- ISBN10:
- ISBN13:
- kindle Asin:B0DLT8M89T









